Recordo o olhar abatido de um colega vai fazer agora dois anos...
A vida corria-lhe bem, casado, pai de dois filhos muito queridos...
É como presente de Natal que recebe o pedido de divórcio.
Apanhado de surpresa e abatido com toda a situação tem ainda de lutar pelos dois filhos que deixa de poder ver e acompanhar todos os dias.
Em fase de recuperação ainda...
Porquê, porquê que as pessoas têm de passar por isto?
O que terá corrido mal?
O que terá acontecido?
Seria mesmo motivo para isto?
Recordo as fotografias alegres de tantos outros casamentos.
Os sorrisos eternos... o nascimento dos filhos....
- Ah, então como estão todos?
- Estou a divorciar-me...
É o anuncio de uma morte que se tornou corriqueira.
sábado, 21 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009

Falta tão pouco...
falta tão pouco que doí
Doi a humilhação
doi o fim da esperança
mais que tudo doi pensar em ti,
em te ver...
e não te tocar...
não te sentir...
e ouvir apenas que tudo acabou.
Doi...
podia deixar doer, assim...
Mas de que me vale este orgulho,
este medo...
É hora, é hora de encarar a realidade e de te ver.
É hora de te dizer o que nunca te disse.. se me deres essa oportunidade...
É hora de te ouvir, de sentir os teus olhos.
Não sei se volto depois...
deixas-me com o coraçãozinho nas mãos...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Porquê?

Porquê? - podem perguntar.
E porquê logo agora? - pergunto também eu mesma.
Mas é como se desde o início estivesse assim combinado,
como se fosse o destino a comandar.
Mas porquê? - não sei...
Parece-me paradoxal...
não sei se não o devia fazer por estar bem
ou se estou bem por saber que o vou fazer.
Nos cenários negativos passei a sonhar
mas desses sonhos impossíveis e abstractos que sonham as crianças.
Contudo, a cada sonho é como se o coração me falasse e esclarecesse:
- isto significa isto
- se sentires assim o eco será aquilo
- calma, força e tranquilidade
Parece que esqueci, que não sinto, que são memórias apagadas...
o que ficou para trás...
Não magoa mas também não conforta
Os homens conformam-se... todos eles...
Não sei o que levo,
não sei quais são as expectativas.
acho que vou mas ficam as palavras...
Sei que vou e só me assusta não ser capaz de sentir que vai acontecer
Como se estivesse a planear algo que nunca acontecerá...
Mas no que depende de mim: vou
Vou porque...
Vou...
Vou onde me leva o coração
E porquê logo agora? - pergunto também eu mesma.
Mas é como se desde o início estivesse assim combinado,
como se fosse o destino a comandar.
Mas porquê? - não sei...
Parece-me paradoxal...
não sei se não o devia fazer por estar bem
ou se estou bem por saber que o vou fazer.
Nos cenários negativos passei a sonhar
mas desses sonhos impossíveis e abstractos que sonham as crianças.
Contudo, a cada sonho é como se o coração me falasse e esclarecesse:
- isto significa isto
- se sentires assim o eco será aquilo
- calma, força e tranquilidade
Parece que esqueci, que não sinto, que são memórias apagadas...
o que ficou para trás...
Não magoa mas também não conforta
Os homens conformam-se... todos eles...
Não sei o que levo,
não sei quais são as expectativas.
acho que vou mas ficam as palavras...
Sei que vou e só me assusta não ser capaz de sentir que vai acontecer
Como se estivesse a planear algo que nunca acontecerá...
Mas no que depende de mim: vou
Vou porque...
Vou...
Vou onde me leva o coração
domingo, 1 de novembro de 2009

O mais engraçado é que sou demasiado fácil...
Sim, é muito fácil fazer-me ciúmes.
Ou melhor nem é preciso fazer pois eu tenho a capacidade inata de os fazer florescer.
Tenho ciúmes do ar, do rádio, dos lençóis... da cidade....
Assim é demasiado fácil, não é?
Disfarço bem, mas o esforço é descomunal...
É tão fácil que nem devia dar gozo fazer-me ciúmes.
Sou demasiado fácil, não é?
Subscrever:
Comentários (Atom)
