quinta-feira, 23 de abril de 2009


Quando chegas-te pensei que me viesses libertar. Enviado para me oferecer a paz de espírito tão procurada… Ainda que se sugerisse algo no ar guardei-te como uma boa recordação.
Porque voltares? Mais uma vez em socorro numa fase difícil? Sim, fizeste com que o meu dia não se destacasse pela pressão mas pelo conforto da tua companhia. Porque depois do não anunciado questionar?
Porque quando alcançada a paz voltar a aparecer e virar tudo de pernas para o ar. Porque amarrares-me de mãos e braços na partida? O que esperavas? Que não te deixasse partir quando me dizes não? Que tenha a iniciativa quando te fechas nesse teu mundo?
Depois de hoje, desta noite, não voltarei a ceder. Tenho já o que fazer a seguir. Parece que me sugaram as energias e o entusiasmo por tudo o resto se evaporou. Amarras-te a vida à qual vieste para dar sentido.
Jurei não desperdiçar oportunidades. Jurei não fechar mais portas ao sentimento. Jurei deixar o coração prevalecer sobre a razão.
Agora penso… a dor que sinto no coração é provavelmente muito superior à da razão. Que caminho seguir então? O que queres afinal? O que desejo eu afinal.
Só a forte dor física pode sarar esta ferida latejante.