
Um dia disseste que não me querias fazer descer ao teu poço. Acreditei ter forças para te erguer à luz.
Não acho que alguém deva ser abandonado à dor e miséria, à solidão. Não acredito que alguém possa pagar eternamente por um passado do qual acreditei não ter culpa.
Não acho que alguém deva ser abandonado à dor e miséria, à solidão. Não acredito que alguém possa pagar eternamente por um passado do qual acreditei não ter culpa.
Acreditei em mim. Acreditei em nós mas a sombra do teu passado, que eu preferiria desconhecer, persegue-me como uma ameaça à minha sanidade. Essa sombra procura afogar-me. Não deixarei!
Quantas vezes pensei desistir de nós. Quantas vezes pensei desistir de ti. Quantas vezes pensei ignorar esta brincadeira do destino, ou será um desafio de Deus?
O prazer de estar contigo está minado pela falta de diálogo. Falta minha e falta tua. Tens o que pensas que queres mas não o que precisas.
Dizes que me amas mas não me fazes acreditar.
Dizes que me queres mas não me convences.
Não dizes o que tens, o que eu tanto temo ouvir, enfrentar. Esse fantasma que não te deixa…
Peço-te.. não sigas o fantasma. Segue a luz.
Achas que sabes muito mas dá-me espaço para te indicar a luz. Se estou contigo tenho o direito de lutar também. Se me fizes-te acreditar, se conseguis-te conquistar-me não fujas nem te isoles no teu mundo. Será que com tudo isto me enganas e iludes?
Não sou tua. Não me tenhas por garantida. A tua sombra separa-nos. Não a deixes ganhar terreno, não a alimentes.
Dou-te o alimento na boca se necessário, darte-ei o mel mas:
Quando disseres que me amas faz-me acreditar, faz-me senti-lo.
Quando disseres que me queres não me queiras como queres outra qualquer: Quere-me a mim.
A salvação e redenção só está ao alcance de quem se arrepende e a quer...
Ainda hoje não sei o que tu queres... E tu? Sabes?